Páscoa

Páscoa
 

Qual o Significado de “Páscoa”?

O termo “páscoa” deriva da palavra hebraica “pesah”, que significa passar por cima, pular além da marca ou passar sobre. Quando Deus ordenou ao anjo destruidor que eliminasse todo primogênito na terra do Egito, a casa que tivesse o sinal do sangue do cordeiro, sacrificado para esse fim, não seria visitada pelo anjo. Este passaria “por cima”, e o primogênito que ali morasse seria preservado (Êx 12.1-36). Os judeus passaram então a celebrar a Páscoa comemorando a saída – e a forma como saíram – do Egito.

 O Significado da Páscoa para os Hebreus

Debaixo de um jugo terrível de sofrimento, o povo Hebreu clamou ao Senhor Deus de seus Pais, pedindo libertação daquela condição que o escravizava e humilhava. O Senhor Deus ouve o seu clamor e envia o seu servo Moisés para libertar Israel da escravidão egípcia.

Faraó não aceita em abrir mão do trabalho escravo dos hebreus. Pelo contrário, ele ordena que o povo seja castigado ainda mais, e endurece seu coração de tal maneira, que não se dobra, mesmo ante as pragas enviadas sobre a sua casa e o seu povo.

Então, o Senhor Deus dos hebreus ordena a última praga – a morte dos primogênitos do Egito. O anjo da morte visitaria o Egito na noite, e todos os primogênitos dos egípcios seriam mortos. E para que o mesmo não sucedesse aos hebreus, foi ordenado que eles sacrificassem um cordeiro, e passassem o seu sangue nos umbrais de suas portas, para que ao ver as marcas do sangue nas portas, o anjo da morte não ferisse seus primogênitos, como faria aos egípcios.

Nesse momento e nessas circunstâncias foi instituída por Deus a Páscoa, que deveria ser celebrada pelo povo de Israel de geração em geração, pois seria uma festa comemorativa do livramento que seus primogênitos, bem como a saída dos hebreus de uma vez por todas do Egito, pois diante daquela décima praga, Faraó se rendeu e deixou o povo ir.

Páscoa para os hebreus é salvação em dose dupla: o fim da escravidão com todos os seus dilemas e sofrimentos numa terra estranha e cruel, e livramento da morte dos primogênitos.

 O Significado da Páscoa para os Cristãos

Para nós os cristãos a páscoa tem um valor de grande importância para a nossa fé, tanto no seu contexto histórico, quanto no que ela representa: simbolismo e seus desdobramentos.

O Egito simboliza o mundo e seu sistema opressor, escravagista, pelos seus prazeres pecaminosos, fazendo o homem tomar rumos que o envergonha e o reduz a uma condição de subordinado do mal, corrupto em seu caráter e pendente para o pecado, que adoece, desmoraliza e degrada. O mundo jaz no maligno (1 João 5: 19), isto é, está sob o domínio de Satanás (Faraó), que se levanta não só contra todo o conhecimento de Deus, como também contra a Sua criação, fazendo do homem um escravo de seus caprichos e desejos cruéis. Jesus disse que o Diabo é como o ladrão, que veio para matar, roubar e destruir (João 10: 10).

A morte do cordeiro é a representação do sacrifício de Jesus Cristo, que com Seu sacrifício salva o homem da morte eterna, pois Ele mesmo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (João 11: 25 – 26); salva o homem da escravidão do pecado – “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8: 34 e 36); salva o homem do domínio de Satanás – “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1: 13).

O sangue passado nos umbrais das portas do povo hebreu apontava para o Sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, nosso Senhor e Salvador, que não apenas nos livra da condenação, como nos perdoa e purifica de todo pecado – “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1: 7 – 9).

A Páscoa tem também significado em dose dupla para os cristãos – libertação da escravidão do pecado e de Satanás, e, perdão para todos os atos pecaminosos confessados a Deus.

 Qual deve ser nossa resposta?

Diante do que nos é exposto pelo sentido da verdadeira Páscoa Bíblica, não temos outro caminho, senão em tomar posse pelo arrependimento de nossa vã maneira de viver e pela fé no sacrifício de Jesus, como suficiente para a nossa salvação.

Viver a Páscoa é, não apenas entender seu significado e valor para a nossa geração, como também nos entregar de todo o nosso coração a uma fé viva no Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de nossa Páscoa, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (João 1: 36).

Fale com Deus, conte para Ele suas dificuldades, suas lutas e seus dilemas, pois atentamente o ouvirá, com o desejo singular de recebê-lo como filho e abraçá-lo para um novo viver em Cristo Jesus.