oração

Oração é uma prática comum  a todas as  culturas. Em todos os tempos, em  qualquer lugar, nos países mais avançados, entre  os povos mais primitivos,  praticou-se  e pratica-se a oração.  Os diversos povos estão  separados  pelas distâncias  e diferentes culturas. Cada cultura  preserva seus valores e vivencia seus hábitos e costumes. O modus vivendi  de um povo pode coincidir ou divergir de outro povo. Há, entretanto, um fator coincidente em todas  as culturas: a religião.

As diferenças e divergências entre os diversos credos são numerosas. Mas todos têm algo em comum: a  oração. Essas considerações levam-nos a uma indagação. Por que todos os povos praticam a oração?

Há uma crise, velada ou explícita, comum a cada ser humano com capacidade de pensar e refletir. O homem, diante da imensidão do universo, amedrontado, só, solitário, sedento, indaga:

Quem criou e  controla essa imensidão de mundo?

Preciso falar com ele. Quem é ele ou ela?

Essas perguntas são orações. Um  SOS  enviado a algo ou Alguém, nalgum espaço. A resposta que cada pessoa ou grupo, em eras remotas, ou em nosso tempo, acreditou e acredita ter rece-bido nessas indagações deu origem  a seu  avatar , ou seja, a revelação de seu deus.

As diversas religiões surgiram do homem indo em busca de Deus. A primeira oração foi iniciativa do  homem para quebrar o silêncio entre ele e um possível Ser Superior e desconhecido.

A Fé Judaica-Cristã que não é religião, mas um modo de viver segundo o padrão de Deus, não surgiu com o homem buscando Deus. Mas Deus vindo em busca do homem. Isso indica que a verdadeira oração não é estática mas dinâmica. É um componente imprescindível na vida dos filhos de Deus. Leva-nos a  patamares mais altos, por degraus, em busca de uma posição que o homem tinha com Deus antes do pecado: comunhão-intimidade. Mesmo após o pecado, Deus estava com o homem (Gn 2.15 e 3.8).  A estrada do retorno começa assim:

Pedido de socorro.

”Ele clamava cada vez mais: Filho de Davi! tem misericórdia de mim” (Mc 10.48)  Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”  (Jl 2.32). Ver II Sm 22.7. Essa prática é para quem precisa  conhecer a Deus como Salvador, mas também para os filhos de Deus em situação de risco.

Aprofundando o conhecimento de Deus.

“Conheçamos e prossigamos  em conhecer ao Senhor; como a alva será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3). Nesse curso não há uma colação de grau e encerramento. Vencemos etapas e podemos celebrar como fez Jó após terrível provação. “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora, meus olhos te vêem”  (Jó 42.5). A estrada não acaba aqui.

Conhecendo a Deus e sendo conhecido por Deus.

“E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera cara a cara” (Dt 34.10). São filhos  que conquistam crédito com Deus. O Senhor rubrica e avaliza seus currículos. De Jó Ele declarou: “Homem íntegro e reto, temente a Deus e se  desvia do mal  (Jó 1.8). De Davi foi dito: “O Senhor já buscou um homem  para si segundo o seu coração” (I Sm 13.14).

Passaporte azul.

É um documento que permite aos grandes chanceleres, diplomatas entrarem em qualquer país sem o constrangimento da burocracia de imigração. Há um grau de intimidade com, Deus, conquista da oração, que permite ao filho de Deus entrar e sair tanto na dimensão da terra quanto  a do céu. Exemplo no A T, Enoque (Gn 5.24), no N T, Paulo (II  Co 12.2-9).

Entre os pagãos, a oração evolui-se para complicados ritos para agradar divindades caprichosas. Na  Fé Cristã, o ponto culminante da montanha da oração é quando  atingimos aquele grau de pureza e simplicidade, onde sem medo e sem rodeios, alegres fitamos o rosto alegre do Senhor e dizemos:

                                            “PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS…”

                                                         “ABA, PAI !…”

Por   Eli Dias de  Melo