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Temos ouvido e lido tantas histórias da Bíblia e sobre a Bíblia… Há, inclusive, uma matéria considerada indispensável, nos cursos de teologia, intitulada Bibliologia que se ocupa do estudo da Bíblia enquanto livro. Não é, comentário, nem interpretação do texto para embasar uma doutrina ou teologia. Seu foco é a origem, estrutura, formação e história da Bíblia.

Nenhum outro livro no mundo equipara à Bíblia. Nos dados a seguir, uma pequena amostra do valor do Livro dos judeus e cristãos, por eles chamado, também, de ESCRITURAS SAGRADAS.

A Bíblia é única.

Existem, no mundo, aproximadamente, 2.800 línguas e 3.000 dialetos, mas a Bíblia foi vertida, em parte, em 1.500 línguas e dialetos.Está traduzida por inteiro apenas em cerca de 300 línguas.

Escrita num período de 1.500 anos, por cerca de 40 autores, contém 66 livros, 1.189 capítulos, 31.278 versículos e cerca de 3 milhões de caracteres (letras).

Homens maus tentaram destruir A Bíblia. Mas nenhum outro livro atingiu sua relevância. Nem mesmo as realizações de cientistas, políticos, conquistadores conseguiram sobrepujar ou equiparar ao poder transformador desse Livro. Segundo Jesus, A Bíblia é um condutor da vida eterna.”Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna. São elas mesmas que testificam de mim” (João 5.39). O mesmo Jesus ampliou o significado das Escrituras ao afirmar: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e vida” (João 6.63). Paulo comparava a Palavra anunciada, ou Evangelho, como a dinamite de Deus: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16).

A Bíblia tem inspirado escritores, poetas, músicos, pintores, escultores, filósofos, teólogos, oradores, juristas, moralistas, filantropos, teatrólogos, cineastas… Emana dela uma peça em cartaz, no Teatro da Vida: ASCENSÃO QUEDA E RESTAURAÇÃO DO REINO DO HOMEM. Na exibição monumental não há platéia. Somente protagonistas. No final, os atores descobrirão que a peça não era ficção, mas um programa de restauração do homem e de seu mundo.

Iniciei esta crônica diante de uma Bíblia, tradução de João Ferreira de Almeida, impressa em 1890, reprodução de um texto de 1698. É uma Bíblia Peregrina. Ela tem uma história a contar. Gasta pelo tempo, passagem por diversos lugares, por mãos de piedosos cristãos e curiosos descuidados. Hoje descansa em minha estante, sob os cuidados de meus olhos. Há,mais ou menos 100 anos, no Vale do Jequitinhonha, um caboclo viu, numa casinha, um velho lendo um livro de capa preta. Crendo ser O Livro de São Cipriano, furtou o livro e levou-o para meu avô Antônio Dias, único que sabia ler num diâmetro com léguas de extensão. O larápio fez uma exigência: meu avô aprenderia os feitiços do livro e os ensinaria a ele. Constatado que se tratava de uma Bíblia, o pretenso aprendiz de feiticeiro foi-se embora, deixando a Bíblia com meu avô: um homem honrado, católico praticante, briguento e dado a feitiçarias. Meu avô leu, por um tempo, aquele Livro, mas parece que nada mudou em sua vida. Um dia, na casa de um fazendeiro da região, Antônio Dias viu uma Bíblia, em edição mais moderna, pertencente à esposa do fazendeiro. Abriu a Bíblia e foi dizendo, sem rodeios: “ A Bíblia da senhora é falsa. Eu tenho uma verdadeira.” Educadamente aquela senhora lhe pergunta por que a Bíblia dela era falsa. Meu avô abriu no primeiro capítulo de João e leu: “No princípio era o Verbo, e o verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Na minha Bíblia está escrito: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus”. Meu avô era homem de poucas letras, mas ávido por aprender. A mulher, uma presbiteriana, mostrou-lhe que a Bíblia era como a dele, a mesma tradução, algumas palavras diferentes mas com o mesmo significado. Diante desse argumento, Antônio Dias pediu àquela irmã que lhe emprestasse sua Bíblia para ele conferir com a dele. Se fossem iguais, ele se tornaria um crente. Eram iguais. Algumas palavras diferentes, mas com o mesmo significado. Era um texto antigo conferido com um mais recente. Resultado: Antônio Dias cumpriu sua palavra. Arrependeu-se de seus pecados, confessou Jesus como seu Senhor e Salvador e, de fato, tornou-se uma nova criatura. A Palavra alcançou depois, meu pai, minha mãe. Acredito que já temos na Família Dias, a quinta ou sexta geração de cristãos. Um Livro fez a diferença.

”Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entra em condenação, mas já passou da morte para a vida” (João 5.24).

Desejo que aquele ladrão de Bíblia tenha feito o mesmo que fez o ladrão à direita da Cruz do Senhor, dizendo:”Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino!”

Por Eli Dias de Melo